Só agora que Pedro Cunha Lima enxerga a “incapacidade de gestão” de Bolsonaro

Demorou 994 dias, aproximadamente 142 semanas, quase 600 mil mortos por Covid-19, inflação, vergonha internacional na ONU, para o presidente tucano notar isto

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“É uma incapacidade de gestão e de apresentar resultados”. A declaração é do deputado federal Pedro Cunha Lima, presidente estadual do PSDB, em entrevista à CBN João Pessoa, nesta quarta-feira (22).

“É impressionante que a gente chega na reta final do governo e não vê nada disso acontecendo. É um bate cabeça sem fim. O próprio governo não tem convicção do que defende. Um fala uma coisa, outro fala outra. Manda um texto, a própria base na Câmara desfaz o texto que foi enviado”, também afirmou o tucano.

Demorou 994 dias, aproximadamente 142 semanas, quase 600 mil mortos por Covid-19, disparada dos preços, gasolina custando R$ 7, inflação nas alturas, Brasil voltando à insegurança alimentar, PIB do país em 38º no ranking mundial, vergonha internacional na ONU, para Pedro Cunha Lima perceber a ineficiência de gestão de Bolsonaro.

Governo ao qual Pedro Cunha Lima devota 84% de governismo, de acordo com Radar do Congresso em Foco. Onde no primeiro trimestre do ano passado e no segundo trimestre deste ano o presidente do Instituto Teotônio Vilela esteve 100% alinhado com as votações a favor do governo. Saliente-se: os dados do Radar estão atualizados até o dia 20 de setembro deste ano.

Gestão Bolsonaro, aliás, onde o jovem tucano tinha um familiar abarcado até dias atrás, no comando da Sudene. Ele deixou o cargo após pressão do PSDB, que anunciou oficialmente integrar oposição a Bolsonaro.

Porém, alto lá. Da parte de Pedro a oposição não será “sistêmica”, conforme o próprio. “Eu prefiro fazer uma oposição responsável”, declarou à CBN João Pessoa.

Por outro lado, apesar das críticas superficiais, Pedro ainda tenta tachar um debate vital como desnecessário para o país. “Acredito que dá pra separar as coisas. Dá pra pontuar a discordância de quem se manifesta ataques à democracia e muito sinceramente eu acho que esse não é o principal debate do país, temos que falar dessa agenda necessária ao país”, disse em entrevista. Se não há democracia não há debate, é básico. E, nesta altura do campeonato, quem não compreender que o Estado Democrático de Direito brasileiro corre risco, está vivendo em outra órbita. Ou outros ninhos.

Porém, já que demorou tanto para Pedro entender que Bolsonaro faz uma péssima gestão, também leve tempo para entender o risco que corre a nossa jovem democracia.

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