Com o aumento das chuvas na região Nordeste, a Federação das Empresas de Transportes e Logística do Nordeste (Fetranslog/NE) faz um alerta sobre os impactos diretos das condições climáticas na malha rodoviária da região. O período, que se intensificou no início de abril, já provocou danos acelerados nas estradas, comprometendo a eficiência logística e pressionando os custos do setor.

Além dos atrasos nas entregas, a deterioração das rodovias afeta diretamente a integridade das frotas e a previsibilidade das operações. Buracos, erosões e trechos alagados aumentam o risco de acidentes e elevam gastos com manutenção de veículos, combustível e seguros.

De acordo com levantamento de 2025 da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 72,2% das empresas de transporte no Brasil já enfrentaram interrupções operacionais causadas por eventos climáticos extremos, evidenciando a vulnerabilidade da infraestrutura logística diante das chuvas intensas.

Para o presidente da Fetranslog/NE, Arlan Rodrigues, o cenário exige atenção imediata do poder público e planejamento estratégico por parte das empresas.

“Todos os anos, nesse período, vemos a situação das rodovias se agravar rapidamente. Isso não impacta apenas o prazo das entregas, mas toda a cadeia logística. O aumento no custo do frete é inevitável, pois há mais desgaste dos veículos, rotas alternativas e até interrupções completas em alguns trechos. É um desafio que exige ações preventivas e investimentos contínuos em infraestrutura”, afirma.

A entidade reforça a importância de políticas públicas voltadas à manutenção preventiva das estradas e à ampliação de investimentos em infraestrutura rodoviária, especialmente em regiões historicamente mais vulneráveis aos efeitos das chuvas.

A Fetranslog/NE também orienta as empresas a redobrarem a atenção com planejamento logístico, monitoramento de rotas e manutenção preventiva das frotas durante o período chuvoso, a fim de minimizar riscos e prejuízos operacionais.